Algumas marcas ficaram icônicas no Rally, Citroën é uma delas
Radstrom havia passado muito perto na segunda prova daquela temporada, ao terminar em segundo no Rally da Suécia. No ano seguinte foi a vez de Sebastien Loeb começar a construir seu nome na categoria.
Foram cinco vitórias de Loeb no ano do seu octacampeoanto (México, Itália, Argentina, Finlândia, Espanha). Ogier terminou o campeonato em terceiro, atrás de Mikko Hirvonen (Ford), e venceu também cinco rallys (Portugal, Jordânia, Grécia, Alemanha e França).
Em 2017, foi o ano da Citroën estrear o C3 WRC. A euforia da estreia foi aos poucos esfriando, com seguidos problemas. O ponto alto foram as vitórias de kris Meeke no México e na Espanha, mas a equipe ficou em último entre os Construtores.
Uma das grandes curiosidades do Mundial de Rally (WRC - World Rally Championship), é a alternância no domínio da modalidade. Algumas marcas que fizeram sucesso a algum tempo, hoje simplesmente desapareceram das pista. Estava no último final de semana comentando com meu primo (Luciano Nascimbene), que anos atrás acompanhava a categoria, e ele simplesmente não acreditou que a Subaru não é mais a marca dominante, e que a Mitsubishi não tem mais os carros a serem batidos.
Na verdade nos últimos 18 anos o domínio foi de marcas francesas. Primeiro foi com a Peugeot vencendo em 2000 e 2002 com o finlandês Marcos Gronholm, e depois a Citroën, que também é o do grupo PSA, simplesmente vencendo por nove vezes seguidas com o francês Sebastien Loeb, e seu navegador o monegasco Daniel Elena.
A marca do “duplo Chevron” tem todos os motivos para festejar este ano, já que a empresa de Rueil-Malmaison festeja o ano do seu centenário. Na prova de abertura da temporada 2019 do WRC, a vitória foi exatamente da Citroën, que conquistou sua 100ª vitória na modalidade, com um Citroën C3 WRC, conduzido pela dupla Sébastien Ogier e Julien Ingrassia.
Ogier começou sua carreira exatamente com a Citroën, mas deixou a equipe quando percebeu que não teria espaço diante do xará, Sebastien Loeb, e foi conquistar seus títulos pela VW e pela M-Sport.
Agora o jovem francês retornou a sua “casa” com a missão de recuperar o título para marca francesa, após seis anos de jejum de títulos. O sucesso da Citroën no WRC tem início em 1999, com a empresa competindo com um Xsar Kit-Car. O francês Philippe Bugalski foi o responsável pelo desenvolvimento do carro, que venceu o Rally da Catalunha e o Tour de Corse daquele ano.
Philippe Bugalski e Jean-Paul Chiaroni com o Citroën Xsara Kit-Car. © DPPI
A formação do fabricante francês tinha os pilotos: Jesus Puras, Thomas Radstrom e Sebastien Loeb, sendo o objetivo estabelecido pelo chefão na época, Guy Fréquelin, ao menos uma vitória. Fréquelin em 1981 era piloto da Talbot, e seu navegador foi ninguém menos que, o atual presidente da FIA Jean Todt. O objetivo foi atingido naquele ano de 2001, com a vitória do espanhol Jesus Puras no Rally da França (Tour de Corse).
Radstrom havia passado muito perto na segunda prova daquela temporada, ao terminar em segundo no Rally da Suécia. No ano seguinte foi a vez de Sebastien Loeb começar a construir seu nome na categoria.
O alsaciano, que é o maior vencedor do WRC com 79 triunfos, venceu pela primeira vez no Rally da Alemanha em 2002, com o Xsara WRC.
Para temporada de 2003 o objetivo era o título, e a Citroën montou um ‘Dream Team”, com: Carlos Sainz, Sebastien Loeb, Colin McRae como titulares para toda temporada, e o francês Philippe Bugalski (3 provas) e o espanhol Dani Sola (2 provas) para apresentações esporádicas.
O título de Construtores veio, com 160 pontos, batendo a co-irmã Peugeot (145) e a Subaru (109), mas o de pilotos escapou entre os dedos, com o norueguês Peter Solberg (Subaru) conquistando o título por um ponto sobre Loeb (72 a 71).
Loeb havia vencido três provas (Rally de Monte Carlo; Rally da Alemanha; Rally de San Remo), contra quatro de Solberg. Sainz foi terceiro no campeonato com uma vitória (Rally da Turquia).
Na temporada de 2004 a Citroën optou por uma formação mais enxuta para poder focar melhor no título, e somente Sainz e Loeb tiveram em suas mãos os Xsara. Resultado primeiro dos nove títulos consecutivos do francês, com seis vitórias nos dezesseis rallys daquele ano (Monte Carlo/ Suécia/ Chipre/ Turquia/ Alemanha/ Austrália).
Carlos Sainz ainda venceu a etapa da Argentina. Nos Construtores foi um passeio, com 194 pontos, contra 143 da Ford. No ano seguinte o massacre foi total, com Loeb vencendo dez das dezesseis provas, e conquistando seu segundo título.
O alsaciano venceu a prova de abertura em Monte Carlo, viu Peter Solberg reagir e vencer nas duas seguintes; mas engatou seis vitórias seguidas (Nova Zelândia. Itália, Chipre, Turquia, Grécia, Argentina), ainda vencendo depois Alemanha, França e Espanha.
No final do ano havia somado 171 pontos, contra 71 de Peter Solberg, que terminou empatado em pontos com Marcos Gronholm. O belga François Duval conquistou a vitória na prova de encerramento (Rally da Austrália), aumentando a contagem da Citroën, que novamente foi campeã nos Construtores.
A Citroën já havia conquistado tudo no WRC, e para temporada de 2006 resolveu não entrar com equipe oficial. A Kronos Total (equipe belga) bancou a aposta e colocou os Xsara na pista, para Sebastien Loeb, Colin McRae, Xavier Pons e Dani Sordo.
Nenhum deles no entanto fez todas 16 provas daquela temporada. Ainda assim Loeb chegou ao terceiro título consecutivo de pilotos, com 8 vitórias nas 12 provas que disputou (México, Espanha, França, Argentina, Itália, Alemanha, Japão e Chipre).
Marcos Gronholm, que defendia a Ford que acabou como campeã dos Construtores, amargou outro vice-campeonato, perdendo por um ponto para Loeb (112 a 111).
Em 2007 a Citroën Sport retorna oficialmente ao WRC, desta vez com um modelo novo, o C4.
Carro novo necessita tempo para o acerto ideal, mas não para Loeb que inicia o ano vencendo em Monte Carlo com o novíssimo C4 WRC. A Ford por seu lado já tinha o modelo Focus RS muito bem acertado, e o campeonato foi bastante disputado.
Ao todo foram 8 vitórias para cada marca, porém Loeb venceu todas para Citroën (Monte Carlo, México, Portugal, Argentina, Alemanha, Espanha, França e Grã-Bretanha), ao passo que a Ford dividiu suas conquistas entre Marcos Gronholm (5) e Mikko Hirvonen (3).
Loeb conquistava o tetracampeonato, restou a Ford o título de Construtores, e outra vez Gronholm foi o vice. Temporada de 2008, novamente a dupla Loeb/ Elena sai campeã ao final do ano, com 11 vitórias (Monte Carlo, México, Argentina, Itália, Grécia, Finlândia, Alemanha, Nova Zelândia, Espanha, França e Grã-Bretanha).
Nos Construtores a marca francesa voltava a vencer, chegando ao seu tricampeonato. A temporada de 2009 marcava a 37ª do WRC e a expectativa era de que finalmente alguém iria deter a sequência de Loeb e da Citroën.
As provas de Monte Carlo, Suécia, França, México, Jordânia, Turquia. Alemanha e Japão saíram do calendário, sendo substituídas por Polônia, Irlanda, Noruega, Chipre, Portugal, Argentina, Itália e Grécia, em um sistema de rodizio promovido pela FIA.
A Ford era a melhor opção, principalmente com a chegada de Jari-Matti Latvala, se juntando a Mikko Hirvonen. A Citroën ainda fornecia carros para várias equipes privadas, e havia formado uma equipe Júnior, com um novato talentoso, que atende pelo nome de Sebastien Ogier.
Ao final da temporada nada mudou. Loeb conquistara o hexacampeonato vencendo sete provas (Irlanda, Noruega, Chipre, Portugal, Argentina, Espanha e Grã-Bretanha), sendo as cinco primeiras em sequência.
Hirvonen que foi o vice-campeão venceu quatro, e Latvala uma. Citroën chegava ao seu tetracampeonato. No ano de 2010 o modelo C4 passa a ser o carro de maior sucesso no WRC, atingindo 35 provas vencidas.
Loeb conquista o heptacampeonato, vence oito rallys (México, Jordânia, Turquia, Bulgária, Alemanha, França, Espanha e Grá-Bretanha). O jovem Sebastien Ogier é elevado a condição de titular, ao lado de Loeb e Dani Sordo, e conquista sua primeira vitória no WRC, o Rally de Portugal.
Nos Construtores a Citroën vence o pentacampeonato, com mais de 100 pontos de vantagem sobre a Ford (456 a 337).
O C4 se tornava uma lenda, mas seu legado chegara ao fim, e para 2011 a marca introduzia o modelo DS3. Foi exatamente nesta que seria a 39ª temporada do WRC, que a Citroën se tornaria a maior vencedora da categoria, superando a Lancia.
A marca veio com a vitória de Loeb no Rally da Sardenha (quinta etapa da temporada). Até aquele momento as marcas estavam empatadas com 72 triunfos cada. Foram necessários 12 anos para que alguém superasse o marca obtida pela Lancia entre 1974 e 1992.
Naquela temporada a Citroën havia formado seu time com Sebastien Loeb/ Daniel Elena e Sebastien Ogier/ Julien Ingrassia. A disputa foi acirrada entre os dois, com Ogier se sentindo desprestigiado.
Foram cinco vitórias de Loeb no ano do seu octacampeoanto (México, Itália, Argentina, Finlândia, Espanha). Ogier terminou o campeonato em terceiro, atrás de Mikko Hirvonen (Ford), e venceu também cinco rallys (Portugal, Jordânia, Grécia, Alemanha e França).
Claro que nos Construtores a Citroën mais uma vez era campeã. Já era seu sétimo título. No final da temporada Ogier deixa a Citroën e vai para Skoda, marca checa, subsidiária da Volkswagen.
Loeb ainda vai conquistar seu nono título consecutivo em 2012, vencendo outras nove provas (Monte Carlo, México, Argentina, Grécia, Nova Zelândia, Finlândia, Alemanha, França e Espanha). O finlandês Mikko Hirvonen, havia deixado a Ford para se juntar a Citroën, e venceu o rally da Itália.
A dupla fez a dobradinha no campeonato, com Latvala (Ford) em terceiro. Nos seis anos seguintes vieram as vagas magras para equipe francesa, com vitórias esporádicas, e do domínio de Sebastien Ogier, primeiro ao volante do VW Polo, e depois com o Ford Fiesta da escuderia M-Sport.
Ainda assim os pilotos Sebastien Loeb, que não fez a temporada completa, já que havia decidido disputar o WTCC, venceria o Rally de Monte Carlo e da Argentina. O espanhol Dani Sordo venceu o Rally da Alemanha.
Em 2014 a marca passou em branco, sem nenhuma vitória. Em 2015 Kris Meeke venceu a prova da Argentina e foi só, tanto que a marca decidiu que não teria programa para o ano de 2016.
Kris Meeke com um Citroën DS3 WRC privado ainda ganha os rallys de Portugal e Finlândia, ampliando o número de vitórias para a marca francesa.
Em 2017, foi o ano da Citroën estrear o C3 WRC. A euforia da estreia foi aos poucos esfriando, com seguidos problemas. O ponto alto foram as vitórias de kris Meeke no México e na Espanha, mas a equipe ficou em último entre os Construtores.
A temporada passada novamente foi bastante complicada, inclusive com a equipe demitindo Meeke pelo excesso de acidentes. Sebastien Loeb foi chamado para fazer algumas provas pela marca, e venceu brilhantemente o Rally da Espanha, chegando a incrível marca de 79 vitórias na categoria (recorde absoluto).
A temporada 2019 começou com o tradicional Rally de Monte Carlo, Sebastien Ogier voltou a Citroën, venceu no retorno, e deu a marca sua 100ª vitória. Nada mal para a empresa criada por André Citroën em 1919, mas que revolucionou o mundo com os carros de tração dianteira em 1935.
Citroën é a maior vencedora no WRC, veja os números. Número de vitórias por carro:C4 WRC: 36
Xsara WRC: 32
DS3 WRC: 26
C3 WRC: 3
Kit-Car Xsara: 2
Xsara WRC: 32
DS3 WRC: 26
C3 WRC: 3
Kit-Car Xsara: 2
Número de vitórias por piloto: Sébastien Loeb: 79
Sébastien Ogier: 8
Kris Meeke: 5
Carlos Sainz: 2
Philippe Bugalski: 2
Dani Sordo: 1
Mikko Hirvonen: 1
François Duval: 1
Jesus Puras: 1
Sébastien Ogier: 8
Kris Meeke: 5
Carlos Sainz: 2
Philippe Bugalski: 2
Dani Sordo: 1
Mikko Hirvonen: 1
François Duval: 1
Jesus Puras: 1









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